quinta-feira, 14 de julho de 2016

Receita da Semana: Sal de ervas



     Quem não gosta de uma comida bem temperada? Acredito que todo mundo né? Pensando nisso, lembrei de uma receita bem simples de sal de ervas. Mas antes vamos conhecer um pouquinho sobre os benefícios dessa receita? 

     Sabemos que o nosso organismo precisa de muitos nutrientes para seu bom funcionamento, então por que não transformar o nosso sal de cozinha "vilão", pobre em nutrientes e cheio de aditivos químicos em um "mocinho" rico em minerais, l
ivre de aditivos químicos,  e aliado à nossa saúde?


     Muitos problemas cardiovasculares, renais e outros, podem ser causados pelo consumo excessivo de sal à longo prazo, então, é de extrema importância que seu consumo seja reduzido.

    Como vimos em um post aqui no blog sobre "os tipos de sal", o sal comum de cozinha passa por um processo de refinação onde a maioria dos seus minerais são perdidos, além de passar por outros processos químicos para que ele chegue à coloração que nós conhecemos, logo, este não é uma das melhores opções de escolha.

  A receita que faremos aqui levará sal marinho em sua composição. Como já vimos anteriormente, esse sal é obtido naturalmente pela evaporação das águas do mar sem passar pelo processo de refinação, assim, o mesmo contém uma quantidade maior de nutrientes. Para quem acha que o preço  do sal marinho é exorbitante ou esse tipo de sal é difícil de se encontrar, não tem desculpas para não fazer essa receita. O sal marinho pode ser substituído pelo sal grosso, aquele que nós utilizamos para o churrasco. O sal grosso é extraído também de águas marinhas e passa por um processo de refino menor do que o sal de cozinha comum. Tudo certo? Então mãos à obra!!


Ingredientes:


- 3 colheres de sopa de sal marinho (ou sal grosso);

- 1 colher de sopa de orégano;
- 1 colher de sopa de alecrim;
- 1 colher de sopa de manjericão desidratado;
- 1 colher de sopa de tomilho e 
- 1 colher de sopa de alho em flocos

Modo de preparo:


- Bata tudo no liquidificador e armazene em um pote de vidro.


     O interessante é aproveitar ao máximo o tempero e o "sal" já existente em cada erva para a sua preparação!


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Um beijo da nutri e até +



terça-feira, 3 de maio de 2016

Tipos de Açúcar: Qual a melhor escolha?


     Quando iniciamos uma reeducação alimentar, nos deparamos com o primeiro obstáculo: retirar ou diminuir o açúcar refinado da nossa dieta? Essa mudança pode parecer difícil, mas não é preciso entrar em pânico, o mercado tem várias outras opções de açúcar pra você escolher. Vale lembrar que o açúcar faz parte de um grupo importante de nutrientes para o corpo: os carboidratos, que são extremamente importantes para a nossa saúde, portanto, não devem ser cortados da dieta.

Vamos conhecer os tipos de açúcar?

- Açúcar refinado: Açúcar extraído da cana-de-açúcar e refinado. Perde 90% de seus minerais e ainda passa por um processo químico para ficar mais branco. Este açúcar, sem dúvida, é a pior escolha para a nossa saúde.

- Açúcar cristal: Passa pelo mesmo processo de refino do açúcar refinado. Perde a mesma quantidade de minerais, e a única diferença entre eles é que o açúcar cristal não passa pelo processo químico de embranquecimento que o açúcar refinado passa.

- Açúcar light: É uma mistura de açúcar refinado com adoçantes. É uma boa opção para quem está de dieta, porém, os adoçantes são substâncias químicas, e se você deseja ter uma dieta mais saudável esse tipo de açúcar é o menos indicado.

- Açúcar orgânico: É o açúcar extraído de cana-de-açúcar que não foi cultivada à base de agrotóxicos, e não contém aditivos químicos no seu processo de industrialização. O açúcar orgânico não passa pelo processo de refino, oque favorece a permanência dos nutrientes na sua composição. Sua coloração é mais escura que o açúcar refinado e os grãos são mais grossos.

- Açúcar mascavo: O açúcar mascavo é a forma mais saudável de açúcar. É extraído da cana-de-açúcar e contém grande quantidade de ferro e cálcio. Sua coloração mais escura é decorrente do processo de cozimento do caldo da cana-de-açúcar, sua qualidade nutricional é superior ao açúcar refinado pois ele não passa pelo processo de refinação, conservando assim seus nutrientes.

- Açúcar demerara: Sofre o mesmo processo de extração do açúcar mascavo, porém, passa por uma leve refinação. A forma melhor de consumo é a orgânica pois não leva nenhum tipo de aditivo químico. Seu preço é um dos mais caros do mercado.

- Melaço ou melado de cana: É a forma líquida extraída durante o processo de refinamento do açúcar. Tem alto poder adoçante, é ótima fonte de cálcio, ferro, manganês, selênio, potássio e cobre, e é ótimo aliado para combater baixa imunidade e anemia.

- Mel de abelha: É obtido através a partir do pólen das flores. É ótimo aliado para a saúde dos cabelos e pele, sendo utilizado não somente pela indústria alimentícia, mas também pela indústria cosmética. O mel contém a palatinose que é um carboidrato complexo de baixo índice glicêmico, e que auxilia no controle da insulina e ajuda na recuperação muscular após o treino. Além disso, as vitaminas e minerais contidas no mel de abelha auxiliam nas diversas funções do corpo.

- Agave néctar: Composto por volta de 85% de frutose, o agave néctar é extraído de um cactus mexicano. Possui baixo índice glicêmico, e tem o mesmo ou maior poder adoçante que o açúcar refinado. Deve ser consumido moderadamente, pois o consumo excessivo de frutose pode atuar negativamente na nossa saúde. Faltam estudos científicos comprovando seus benefícios. Por hora, o poder adoçante do mesmo é o ponto mais forte.


     Depois de conhecer cada um dos açúcares, qual você gostou mais? Lembre-se sempre de consultar o seu médico e um nutricionista para a avaliação da sua saúde e prescrição de sua dieta. Eu não mencionei os adoçantes aqui, pois decidi fazer uma postagem mais específica sobre eles, sobre sabor, poder adoçante enfim.

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sábado, 30 de abril de 2016

Manteiga ou Margarina?


   
     Atualmente um dos temas que mais causam polêmica é a escolha entre margarina e manteiga. Este é um tema muito antigo, mas que ainda confunde a cabeça de muita gente. Antes de iniciarmos a postagem sobre as diferenças entre a manteiga e a margarina, vamos entender um pouco como o nosso corpo utiliza e precisa das gorduras, e porquê não devemos retirá-las da dieta.

     As gorduras ou lipídeos, formam um grupo de nutrientes importantes para a nossa saúde e podem ser encontrados na forma líquida à temperatura ambiente (óleos), e na forma sólida como gorduras.

     É extremamente importante ressaltar que as gorduras possuem diversas funções importantes para o nosso organismo. É uma ótima fonte de energia (9 kcal/g); auxilia no transporte de vitaminas lipossolúveis (A,D,E,K) no nosso organismo; melhora a palatabilidade dos alimentos; aumenta o tempo de digestão; fornece ácidos graxos essenciais ao organismo (w-3, w-6); protege órgãos e vísceras do corpo e são percussores de hormônios (adrenocorticais e sexuais) e ácidos biliares. 

     Ao falar sobre os hormônios, não é novidade para ninguém que uma baixa quantidade de gordura no corpo de uma mulher, por exemplo, a impede de engravidar. Isso acontece porque é necessário pelo menos 14% de gordura corporal para garantir o ciclo menstrual e a formação de hormônios sexuais.

     Agora que fizemos o nosso dever de casa, vamos entender a diferença entre a manteiga e a margarina.


MANTEIGA

     A manteiga é obtida a partir do leite, sendo a mais comum o uso do leite de vaca para esta finalidade, embora outros leites possam ser utilizados para esse processo como o leite de cabra, búfala, ovelha. Trata-se então de um produto de origem animal e, segundo a Legislação Brasileira é obtido pelo batimento e amassamento do creme pasteurizado do leite de vaca.
     Devido a presença de ácidos graxos de cadeia curta, há uma retenção maior de caseína e lactose conferindo um leve sabor de leite ou queijo.
     Há muito tempo a manteiga foi considerada vilã pela presença de gordura saturada em sua composição, mas sabe-se hoje que, 10% do VET diário de indivíduos saudáveis, pode vir de gorduras saturadas, isso inclui: manteiga, leite integral, queijo branco, carnes.
     Outro ponto importante é a baixa oxidação da manteiga, que é um fator importante quando consideramos o potencial de desenvolvimento de aterosclerose de um indivíduo (entupimento de vasos sanguíneos), ou seja, quanto maior a oxidação, maior o potencial de desenvolvimento de aterosclerose.

MARGARINA

     A margarina é produzida a partir de óleos vegetais. Daí vem o problema. Os óleos vegetais são apresentados à temperatura ambiente na forma de líquidos. Para a margarina virar essa pasta como conhecemos, ela passa por um processo industrial denominado hidrogenação, gerando a famosa gordura trans. Essa gordura é mais maléfica à saúde quando comparada à gordura saturada, pois ela aumenta o colesterol total, o colesterol ruim (LDL), e diminui o colesterol bom (HDL). Além disso, ela tem uma capacidade maior de se solidificar, inclusive dentro dos vasos sanguíneos, diminuindo a sua elasticidade e aumentando o risco de aterosclerose, infartos e AVC.
     Por outro lado, há algumas marcas que se dizem livres de gordura saturada, e combatem ainda o colesterol pela presença de fitoesteróis em sua composição. Não se sabe ainda como o processo é feito, por isso é extremamente importante que se leia o rótulo e veja se a gordura vegetal está presente para fazer sua escolha.

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    Então, depois desse estudo podemos ver que a escolha "menos mal" é a manteiga. Mas dá para fazer melhor, e criar a sua própria receita de manteiga caseira, como a manteiga de ervas. Postarei uma receita de manteiga de ervas para vocês fazerem em casa e alternar com a sua boa e velha manteiga de leite.

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Receita da Semana: Cookies caseiros saudáveis



     Sabe aquele momento em que bate aquela fominha no período da tarde e nunca sabemos oque comer quando estamos de dieta? Os cookies caseiros são uma ótima opção para quem quer manter o foco e ao mesmo tempo se deliciar com essas maravilhas.

Ingredientes:

- 2 bananas nanicas 

- 1 xícara de aveia em flocos e/ou farelo de aveia

- 4 colheres de sopa de castanha de caju 

- 2 colher de sopa de mel

- 1 pitada ou 1 colher de café de canela em pó

- 1 colher de chá de óleo de coco ou papel manteiga


Modo de preparo:

- Em uma vasilha amasse as duas bananas com a ajuda de um garfo. Para esta receita eu gosto mais da banana nanica porque ela tem polpa macia e é mais docinha! (rs confesso!) mas, se você preferir, pode utilizar outro tipo de banana menos doce como a banana prata, mas opte por aquelas que estejam bem maduras para facilitar o processo de mistura.

- Acrescente aos poucos a aveia em flocos até dar o ponto de massa, não muito molhada e não muito seca. Eu gosto de misturar a aveia em flocos e o farelo de aveia pois a massa fica mais homogênea!

- Acrescente as colheres de mel e a pitada ou colher de café de canela. Se o mel deixar a massa mais mole, acrescente mais farelo de aveia até ele ficar no ponto. Se você preferir pode deixar a massa descansar por 20 min para a aveia absorver a umidade da banana.

- Em uma forma untada com óleo de coco ou coberta com papel manteiga, separe as bolinhas de massa com a ajuda de uma colher de sopa e leve ao forno pré-aquecido à 180º por 20 min.

. . . . E tcharannnn!! seus cookies caseiros estão prontos para serem consumidos! Armazene-os em um vidro bem fechado por até 5 dias. O rendimento depende do tamanho que você faz os seus biscoitos. Receita deliciosa, saudável, com teor reduzido de sódio, sem corantes, conservantes, xaropes, glúten, e todas aquelas outras coisinhas que toda pessoas que está de dieta quer fugir.

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Beijos da nutri e,
até +


sábado, 23 de abril de 2016

Como diminuir a compulsão por doces?


     Quem nunca teve aquela vontade repentina de comer doces? você sabia que esse sintoma pode estar relacionado à alguma deficiência nutricional ou distúrbio hormonal? não sabia? então essa postagem vai esclarecer muitas coisas na sua vida!

     Não é novidade quando alguém diz que fará a dieta, mas que não abrirá a mão de comer seus doces. Isso é a coisa mais normal do mundo, mas hoje aprenderemos a controlar esse sintoma da maneira correta, sem cair de boca naquelas guloseimas que nós já conhecemos.

      A  compulsão por doces pode acontecer por vários motivos como a diminuição de serotonina, aumento do cortisol, resistência à insulina, deficiência de minerais, ou o simples hábito de ficar longos períodos em jejum. O importante antes de entender oque está acontecendo com seu organismo é procurar um profissional de saúde qualificado para avaliar  a sua saúde e assim tratar o problema.

     Iniciando pela resistência à insulina, pessoas que apresentam esse distúrbio tem uma maior dificuldade em colocar a glicose para dentro das células, favorecendo a diminuição da produção de energia. Quando isso acontece há uma emissão de sinais que são enviados para o cérebro aumentando o apetite por doces.

     Outro problema muito comum é a diminuição na produção de serotonina. A serotonina é um neurotransmissor que está relacionado com a sensação de prazer. Quando esse hormônio está diminuído no sangue, há o aumento do apetite por doces. Além desse sintoma, a diminuição sérica de serotonina causa estresse, irritabilidade, depressão e sonolência. Muitas pessoas que se queixam de apetite desordenado por doces, também relatam a presença de algum desses sintomas. 

      A diminuição sérica de serotonina pode estra relacionada à uma má alimentação. O triptofano é um aminoácido essencial presente em alguns alimentos que juntamente com a vitamina B3 e o magnésio auxiliam na produção da serotonina. Vale a pena lembrar que por ser um aminoácido essencial, o nosso corpo é incapaz de produzi-lo, sendo necessário a sua ingestão através da alimentação. 

     Em oposto à serotonina temos o cortisol. O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais que está relacionado ao estresse. Quando ficamos longos períodos de jejum, o nosso organismos fica estressado, fazendo com que o cortisol seja liberado, resultando assim no desejo de obtenção rápida de energia (FOME). O aumento do cortisol juntamente com a insulina, dá o desejo por alimentos ricos em gordura e carboidratos simples como doces, salgados, frituras, e guloseimas em geral. Daí vem a importância, entre outras, de se comer a cada 3 horas e meia.

     Além dessas situações temos a deficiência de nutrientes. Não é novidade para ninguém que a má alimentação resulta em  uma baixa oferta de nutrientes, sendo assim, uma dieta equilibrada é essencial para diminuir a compulsão por doces. Como vimos antes, o triptofano depende da vitamina B3 e magnésio para ser formada, além deste, outros processos metabólicos do nosso corpo dependem de várias vitaminas, minerais, lipídios e carboidratos, ou seja, alimente-se bem.


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     Abaixo estão alguns alimentos ricos em triptofano, vitaminas e minerais para você adicionar já a sua dieta e acabar de vez com a vontade desordenada de comer doces.


- Alimentos ricos em Triptofano: banana, mel, leite, queijo, amendoim, castanha, ovo ervilha, abacate, carne de frango.

- Alimentos ricos em vitamina B1: levedo, fígado e grãos integrais.

- Alimentos ricos em vitamina B3: carnes magra de peixe, aves, amendoim, levedo, leite e ovos.

- Alimentos ricos em vitamina B6: carnes, grãos integrais, vegetais e nozes.

- Alimentos ricos em vitamina E: óleos vegetais, margarina, manteiga, vegetais e grãos.

- Alimentos ricos em vitamina C: manga, laranja, acerola, tomate, brócolis, morangos, goiaba.

- Alimentos ricos em Cálcio: leite de vaca, e lacticínios em geral, vegetais verde-escuro como couve, mostarda, brócolis, amêndoas, melaço.

- Alimentos ricos em Magnésio: cereais, feijão, pão, café, leguminosas, vegetais de folha escura, batata.


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     Para este post não ficar muito longo, em outro momento ensinarei a vocês um mix de sementes oleaginosas e frutas secas para substituir os doces pós refeições. Esse mix é super útil porque pode ser comido na colação, no lanche da tarde ou quando bater aquela vontade incontrolável (agora controlável) de comer doces!




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domingo, 17 de abril de 2016

Receita da semana: Suco digestivo de abacaxi

     


     Quem nunca enfiou o pé na jaca e comeu além da conta? (eeeu!) não devemos agir assim, mas se por acaso isso vier acontecer, ao invés de escolher a coca-cola para "desgastar" faça um suco digestivo. Mas como assim? eu vou explicar.

     Uma vez eu estava na cozinha de um restaurante quando faltou o famoso amaciante de carnes para liberar os bifes para os funcionários. O cozinheiro gentilmente cortou uma rodela de abacaxi, espremeu na bacia de carnes e esperou alguns minutos. Para a minha surpresa carne ficou suuuper macia! 
     O abacaxi é uma fruta que possui uma alta capacidade de digestão de proteínas graças à presença de uma enzima chamada bromelina, então, quando exagerar no consumo de carnes em um churrasco, ou seja aonde for, peça ou faça um suco digestivo de abacaxi.

Ingredientes:

- 1 maçã;
- 1 fatia grande abacaxi;
- 6 folhas de hortelã;
- 1 copo de água;
- Gelo.

Modo de preparo:

- Bata tudo no liquidificador, não coe e não acrescente açúcar.
Mas se você é daqueles que tem aversão à tomar líquidos com resíduos, coe em uma peneira de furos grandes ou coe somente a metade do copo. O interessante é você também aproveitar as fibras do abacaxi e da maçã para facilitar o processo de digestão. Quanto ao açúcar, nem pense no açúcar de mesa, utilize mel ou gotas de adoçante.

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Receita da Semana: Barrinha de cereal caseira


 

     Oi gente tudo bem? antes de iniciarmos essa receita vamos conversar um pouquinho? Hoje vamos falar de um componente da alimentação que está na bolsa de 7 a cada 10 indivíduos que fazem dieta. As famosas barrinhas de cereais.

     Quem nunca se achou o marombeiro fitness ao tirar aquela barrinha de cereal de dentro da bolsa e comer na frente dos colegas do trabalho? Quem nunca cometeu aquele terrível engano de comer várias barrinhas de cereal entre as refeições como se fosse fruta? Ou quem nunca aproveitou aquela promoção de vendedor de ônibus de 3 barrinhas de cereal por 2 reais, e pior, ainda olhou por cima dos ombros dos passageiros que compraram bananada? haha. Pois bem, eu fui uma dessas pessoas! e se você é ou também foi, essa receita vai te interessar muito.
     A barrinha de cereal é uma das maiores enganações que a indústria alimentícia criou para atingir seu bolso. A grande maioria, repito: a grande maioria (nem todas), apresentam alto teor de sódio, grande quantidade de componentes químicos, baixo teor de fibras, e o pior: açúcar refinado "mascarado" na forma de caramelo, sacarose, glicose, glucose, açúcar invertido, melaço, xarope de milho e por aí vai.
     Aí você me pergunta: - "Tudo bem, mas quais são as marcas de barrinha de cereal que podemos comer sem culpa?" - a minha resposta pra sua pergunta é: "A sua própria barrinha de cereal." Te interessou? então vem comigo!


Ingredientes:

- 1 xícara de aveia em flocos grossos;

- 1 xícara de farelo de aveia;

- 1/2 xícara de flocos de arroz;

- 2 bananas amassadas;

- 3 colheres de sopa de mel;

- 1 xícara de sementes oleaginosas de sua preferência (amêndoas, castanha de caju...);

- 1/2 xícara de frutas secas de sua preferência (uvas passas, ameixa, damasco...);

- 1 colher de chá de canela em pó (opcional)



* Obs: Você pode não usar todos os ingredientes por completo, você deve dar o ponto da massa de maneira que ela não fique muito seca nem muito molhada! Essa quantidade de ingredientes foi para um tabuleiro retangular grande.



Modo de preparo:

- Em um prato amasse as bananas.

- Corte em pedaços pequenos as frutas secas.

- No liquidificador bata as sementes oleaginosas, ou pique em pedaços pequenos na mão mesmo.

- Acrescente alternadamente a aveia em flocos, a farinha de aveia e os flocos de arroz.

- Acrescente as colheres de mel, as sementes oleaginosas e as frutas secas.

- Em um tabuleiro untado com óleo de coco ou coberto com papel manteiga coloque a massa em cima e espalhe com a ajuda de um garfo.

- Leve ao forno a 180º por 30 min.

- Retire do forno e corte do tamanho que desejar.

- Armazene por até 5 dias em embalagem fechada (mas eu duvido que vai durar esse tempo todo!).


* Truque do mestre: Quanto mais tempo o tabuleiro ficar no forno, mais crocante ficará suas barrinhas, então se você preferir ela mais molinha retire antes do tempo determinado.


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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Óleo de coco emagrece? Como utilizar?


     O óleo de coco foi o estouro da indústria farmacêutica e alimentícia como o produto milagroso e eficaz para o emagrecimento nos últimos anos. Até hoje algumas pessoas tem dúvidas sobre esse assunto, e como profissional de saúde e alimentação, eu não poderia deixar de esclarecer algumas dessas dúvidas.

     A obtenção do óleo de coco dá-se através da moagem e prensa da carne de coco in natura (Cocos Nucifera). O óleo extraído não deve conter aditivos químicos, e deve possuir acidez menor que 0,5%. Sua composição é predominantemente de ácidos graxos saturados (ácido caprílico, ácido cáprico, ácido láurico e ácido mirístico) e é apresentado na forma semilíquida à temperatura ambiente. Alguns fabricantes resfriam o óleo e realizam a filtragem para a remoção das partículas sólidas antes da venda, por isso, encontramos óleos com a cor mais esbranquiçada e outros mais transparentes.

     Por ser predominantemente saturado, algumas pessoas refutaram no início o uso do óleo de coco para o emagrecimento, porém, com estudos mais aprofundados, pôde-se concluir que a maioria dos ácidos graxos presentes no óleo de coco são Triglicerídeos de Cadeia Média - TCM, que são extremamente importantes para uma série de condições clínicas, incluindo o auxílio na perda de peso.

     Os óleos compostos de TCMs fornecem 8,25 kcal/g, e por possuírem um comprimento médio, sua absorção através do intestino é mais rápida, sem a necessidade de ácidos biliares para a solubilização e absorção através das células do intestino. O transporte dá-se pelo sistema portal e este favorece a rápida utilização dos TCMs como fonte de energia sem que os mesmos sejam armazenados em forma de gordura no fígado.

    De acordo com a OMS, 10% das gorduras fornecidas pela dieta podem ser na forma de ácidos graxos saturados, por isso, não se deve extrapolar o consumo do óleo de coco. Se você já tem uma alimentação rica em frituras, doces, carnes gordurosas, sódio e gordura trans, a utilização do óleo de coco não terá o efeito desejado, na verdade, você estará ingerindo uma quantidade a mais de gordura saturada, oque pode não ser benéfico para a sua saúde. 

     Então, recomenda-se primeiramente a adequação da sua dieta e a adição do óleo de coco em algumas preparações alimentares específicas, NÃO sendo recomendado para ser tomado livremente como 'remédio' para emagrecimento.

BENEFÍCIOS

- Auxílio na absorção de vitaminas lipossolúveis (A,D,E,K);


- Melhora a atividade do sistema imunológico;

- Efeito anti-inflamatório;

- Recuperação do estresse oxidativo induzido pelo exercício

- O ácido láurico é transformado em monolaurina que favorece a destruição da membrana de vírus e bactérias, sendo bom aliado para o combate de gripe, resfriados, herpes e doenças de pele;

- Aumento do colesterol bom (HDL) e diminuição do mau colesterol (LDL);

- Diminuição de problemas cardiovasculares;

- Hidratação de pele e cabelos;

- Contem vitamina E que é um poderoso antioxidante.

COMO UTILIZAR

Na cozinha:

     O óleo de coco é bastante estável sob altas temperaturas, não se transformando em gordura trans ou produzindo radicais livres, por isso, é recomendado para cocção. 

- Pode-se adicionar em alimentos assados, cozidos e fritos;

- Para untar frigideiras e tabuleiros;

- Para compor massa de bolos, biscoitos, panquecas e outros.

Na estética:

- Como hidratante corporal para devolver a elasticidade da pele evitando estrias e diminuindo o ressecamento; 

- Como hidratante labial para evitar o ressecamento e rachaduras, principalmente durante os dias frios;

- Nos cabelos proporcionando brilho e maciez aos fios e auxiliando na nutrição, hidratação e recuperação dos cabelos ressecados e danificados.


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     Bom, são inúmeras as formas de utilização do óleo de coco. Na internet podemos encontrar várias receitas caseiras voltadas para culinária ou estética, assim, você pode utilizá-lo da melhor forma possível. Vale lembrar que, a utilização do óleo de coco deve ser sem exageros, pois tudo que é de mais pode trazer malefícios à saúde.


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terça-feira, 15 de março de 2016

Tipos de Sal: Qual a melhor escolha?




     Quem nunca ficou na dúvida de qual tipo de sal levar para casa? Com tantas notícias e propagandas incentivando a diminuição da ingestão de sal, qual a melhor opção de consumo? Atualmente encontramos em supermercados, lojas de produtos naturais várias opções de sal, e hoje vamos aprender as principais diferenças entre cada um deles.

     Antes de iniciarmos, é importante saber o por quê dessa preocupação. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação do  IBGE, o consumo médio de sal pelos brasileiros é de 11,38 g por dia o equivalente a 4,46 g de sódio.Esse valor é maior que o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde - OMS, que preconiza o consumo de 5 gramas de sal, equivalendo à ingestão 2 g de sódio por dia.

     Vale ressaltar que esse nível de consumo não é somente na forma de "sal de cozinha", e sim em todas as suas outras formas, como temperos e alimentos industrializados (lasanhas prontas, refrigerantes e sucos em pó,  biscoitos recheados, salgadinhos, embutidos, enlatados, azeitonas...) e todos os outros alimentos naturais que contém sódio.

    O risco compreendido no consumo excessivo de sal consiste no desenvolvimento e agravamento de várias doenças crônicas como: hipertensão, doenças cardiovasculares e doenças renais, porém o consumo regular de sódio é benéfico e recomendado para o bom funcionamento do corpo.

     Agora que fizemos o nosso dever de casa, vamos aos tipos de sal e suas características:


- Sal de cozinha: Essa é a forma de sal mais conhecida. O sal de cozinha é obtido através da evaporação da água do mar, porém este passa por um processo de refinação que favorece a perda da maior parte de seus minerais entre eles o iodo e magnésio. Além disso, o sal de cozinha passa também por outros processos químicos para que ele chegue à coloração que nós conhecemos.

- Sal marinho: É um pouco mais caro que o sal de cozinha, mas a sua origem é a mesma. A diferença entre os dois consiste na extração. O sal marinho é secado naturalmente da água do mar, e passa pelo processo de moagem apenas. Por não passar por refinamento, este não perde os seus minerais. Ele pode ser mais úmido e apresentar outras colorações mais escuras, rosadas, dependendo do local onde foi tirado. Para quem pensa que o sal marinho é algo difícil de ser encontrado, engana-se. O sal marinho é o mesmo sal que conhecemos como sal grosso, aquele que é utilizado para churrasco.

- Sal light: O sal light é assim chamado por conter uma redução de 50% do seu teor de sódio, porém, há uma substituição dos outros 50% por cloreto de potássio. É geralmente recomendado para pessoas hipertensas, porém, pacientes que tem algum tipo de doença renal crônica, o sal light não é recomendado pela dificuldade de excreção desse mineral.

- Sal líquido: É o sal diluído em água mineral. É iodado como preconizado pela Anvisa e tem sabor suave. Pode ser usado em todos os alimentos sem alterar suas características. É encontrado em supermercados em embalagens de 250 ml e seu preço é bem mais caro quando comparado com sua versão refinada de 1kg. (R$ 16,25 x R$ 2, 09).

- Sal defumado: Esta versão é uma das mais cobiçadas pelos chefs de cozinha. Do francês: fummé de sel,o sal defumado é colhido de uma camada fria que cobre a superfície das salinas e posteriormente é defumado com fumaça fria até que se obtenha o sabor desejado. Além de dar sabor à comida, este sal pode também ser utilizado de forma decorativa.

- Sal  rosa do Himalaia: É considerado como uma das versões mais puras de sal existente. É obtido através do mar fossilizado que existia aos pés da cordilheira do Himalaia e tem a coloração rosada devido à grande quantidade de óxido de ferro. O sal rosa do himalaia contém boa quantidade de minerais e pode ser usado na culinária de forma decorativa ou para realçar o sabor. 

- Sal gema: Extraídos de jazidas terrestres. Para receber esta denominação, a pedra precisa ter uma combinação de cloreto de potássio, cloreto de magnésio e cloreto de sódio. É utilizado na culinária em pratos refinados por ter um sabor marcante.

- Sal Kosher: Utilizado tradicionalmente na culinária kosher (Judaica), especialmente no preparo de carnes com a finalidade da remoção rápida de sangue. Este sal realça o sabor dos alimentos e não recebe iodo como o refinado. Demora mais tempo para dissolver.

- Sal do Havaí: Tem cor avermelhada devido à argila vermelha vulcânica. É rico em oligominerais e tem uma concentração de ferro 5x maior que a do sal de cozinha. Devido à sua coloração, também pode ser usado para fins decorativos.

- Sal negro: É um sal não refinado da Índia. Tem sabor sulfuroso por conter alto teor de enxofre. Tem coloração cinza rosada indicando origem vulcânica, além dos compostos sulfurosos o sal negro é rico em cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro.

- Flor de sal: Possui teor 10% maior de sódio que o sal refinado. Possui sabor mais intenso e textura crocante. É indicado para adição após a preparação do alimento.

Quantidade de sódio em 1 g de sal:

1 g de sal de cozinha = 400 mg de sódio
1 g de sal marinho = 420 mg
1 g de sal ligth = 197 mg de sódio
1 ml de sal líquido = 110 mg de sódio
1 g de sal defumado = 395 mg de sódio
1 g de sal do Himalaia = 230 mg de sódio
1 g de sal gema = 360 mg de sódio
1 g de sal kosher = 400 mg
1 g de sal do Havaí = 390 mg de sódio
1 g de sal negro = 380 mg de sódio
1 g de flor de sal = 450 mg de sódio

Ufa, quanto sal né? Alguns destes sais são mais "chiques" e o preço deles pode doer o bolso. O sal mais recomendado pela quantidade de minerais, pureza e preço acessível é o sal marinho. Então avalie, pondere, e converse com seu médico e nutricionista antes de escolher o sal adequado para você.

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Um beijo da nutri e até mais tarde!



sexta-feira, 11 de março de 2016

Receita da Semana: Iogurte natural caseiro



     Se tem um alimento que eu acho que não deve faltar aqui em casa é o iogurte. Contendo uma boa quantidade de proteína de alto valor biológico, carboidratos, vitaminas do complexo B, vitamina A, D, C e minerais importantes como cálcio, ferro, fósforo, magnésio e zinco, o iogurte é um ótimo aliado para a nossa saúde. 

     No mercado encontramos uma grande variedade de iogurtes que são muito bons, mas o ponto negativo que todos eles tem em comum é a industrialização, onde são acrescentados vários componentes químicos que podem a longo prazo prejudicar a sua saúde. Para fugir disso, trouxe hoje uma receita caseira de iogurte.


Ingredientes:

- 1L de leite integral;

- 1 copo de iogurte natural sem sabor.


Modo de preparo:

- Ferva o leite (mas não deixe-o borbulhar para não matar as bactérias responsáveis pela fermentação).

- Deixe-o esfriar até ficar morno.

- Adicione o iogurte natural com a ajuda de uma peneira e mexa-o até diluir todo iogurte.

- Acondicione em potes de vidro ou em uma travessa de vidro.

- Cubra o recipiente com panos de pratos limpos. Esse abafamento servirá como estufa para  a proliferação das bactérias. Deixe descansar por 6 horas em um local fechado (eu uso o forno desligado) e durante esse tempo não abra nem mexa o iogurte para não atrapalhar o processo.

-  Após esse tempo deixe o iogurte na geladeira por mais 4 horas para gelar e estará pronto o seu iogurte caseiro.

- Você pode separar 1 copo de 200 ml de iogurte e guardar por até 3 dias na geladeira para fazer mais iogurte sem precisar comprar no mercado. Legal né?


* Dica de consumo:

     O sabor do iogurte é um pouco amargo e ácido, então, lembre-se de não colocar açúcar refinado no seu iogurte. Você pode optar por colocar mel ou adoçante.

    Para ficar mais gostoso e nutritivo, corte alguma fruta de sua preferencia em pedaços ou bata no liquidificador junto com seu iogurte, tenho certeza que vai ficar uma delícia.

     Você pode adicionar chia, linhaça, aveia para aumentar o aporte de fibras da refeição.


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Beijos da nutri e até +

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Acne e Nutrição

Olá queridos, tudo bem?
Hoje vamos falar sobre um assunto muito chatinho... As temidas acneess!!! eu sei, chega dar arrepio só de escrever essa palavra! Mas infelizmente esta é uma doença muito comum entre os jovens e adultos da sociedade atual. A denominação acne não se dá apenas no aparecimento de uma única espinha e sim no conjunto e na prevalência desta doença. A Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD estima que esta doença atinja de 35% a 90% dos jovens entre 14 e 19 anos, e algumas pessoas na idade adulta, sendo as mulheres o público alvo desta patologia na maior idade.



Agora, como podemos minimizar esse problema? Segue abaixo os 10 passos para uma pele saudável e livre de espinhas!

1º Passo: Procure um dermatologista, ele é o profissional adequado para indicar o tratamento farmacológico e tópico para o seu grau de acne. 

2º Passo: Se você é mulher, vá também à um ginecologista. Distúrbios hormonais podem aumentar muito a prevalência da acne, a exemplo do ovário policístico. 

3º Passo: Complemente o tratamento com um bom esteticista. Pellings de cristal, diamante e químicos, são bons aliados para a diminuição da acne, pois promovem a esfoliação da pele e remoção das células mortas.

4º Passo: Procure um nutricionista e modifique seus hábitos alimentares, pois uma alimentação inadequada é capaz de destruir todo o seu tratamento. 

5º Passo: Pratique atividade física, para isso, procure um profissional de educação física. A prática de exercícios físicos estimulam a diminuição do estresse que é um fator externo importante no desenvolvimento da acne em algumas pessoas.


6º passo: Não saia na rua sem protetor solar. Os raios UVB sobre a pele favorecem uma produção maior de sebo, levando ao aparecimento das temidas espinhas.


7º Passo: Higienize seu rosto, colo e costas com sabonetes adequados à seu tipo de pele, e não deixe de trocar a fronha de seu travesseiro regularmente.


8º Passo: Se você utiliza maquiagem, não durma ou permaneça muito tempo com ela. Além disso, dê preferência à cosméticos que são oil free para não entupir os poros.


9º Passo: Dê preferências à medicamentos tópicos em forma de gel ao invés de creme, pois estes tendem a serem formulados com óleo na sua composição.


10º Passo: Não cometa o erro de ficar com lencinhos na bolsa para limpar a pele várias vezes ao dia, pois a pele reagirá de forma a produzir mais sebo para sua proteção, o organismo reagirá a isso como uma agressão.



Alimentos contra Acne

  • Beba bastante água, a hidratação é essencial para evitar o ressecamento e  lesões na pele que podem favorecer a penetração de bactérias. O ideal é que se faça uma ingestão de mais ou menos 2L por dia.
  • Se alimente a cada 3 horas. Não fique sem se alimentar por longos períodos de tempo, para evitar picos de insulina no sangue e absorção rápida de glicose após as grandes refeições. 
  • Diminua o consumo de alimentos muito doces tais como: açúcar refinado, refrigerantes, pães, bolos, biscoitos recheados e massas brancas.
  • Aumente o consumo de vegetais folhosos, tais como acelga, alface, couve, agrião, rúcula, pois além de favorecer a eliminação da glicose pelas fezes, fornecem vitaminas e minerais importantes para a diminuição do aparecimento das acnes.
  • Aumente o consumo de castanhas, nozes e amendoins pois são uma ótima fonte de gorduras boas, tais como ômega 3, 6 e 9 e minerais importantes para a manutenção da pele e diminuição da resposta inflamatória como o zinco e magnésio (breve farei um post sobre os benefícios de cada mineral e vitamina para o organismo!).
  • Aumente o consumo de alimentos antioxidantes ricos em vitamina C como laranjas, acerolas e goiabas. Alimentos ricos em vitamina E como azeite, semente de girassol, castanha-do-pará e gema de ovo, e alimentos fontes de vitamina A que favorecerão a renovação da pele como espinafre, gema de ovo, fígado, cenoura, beterraba - sendo essas últimas fontes de betacaroteno.
  • Aumente o consumo de alimentos com propriedades antibióticas como alho, cebola, gengibre, canela, cúrcuma, pimenta.


Obs.: Amores, devemos lembrar sempre que alimentação saudável é disciplina, portanto, se esforce e mude. Quando se trata de estética a frase que diz.: "Você é o que você come!" é real. Seu corpo exterioriza a forma na qual você se alimenta. Então, força na peruca e vamos lá!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

10 dicas "básicas" para emagrecer de maneira saudável!


     Como nutricionista já ouvi muita gente reclamar que não consegue emagrecer, e como fazê-lo com saúde. Hoje decidi dar 10 dicas básicas para quem deseja eliminar esse problema de uma vez por todas! 


1- Deseje mudar


     Bom, a primeira coisa que para mim é fundamental quando atendo um paciente é o seu desejo de mudança. Eu sempre falo que o desejo de mudança deve vir de dentro para fora, a pessoa deve decidir mudar por razões pessoais como: melhorar a saúde para brincar com o filho, passear com o cachorro na praia sem se cansar, desejar viver mais tempo para cuidar dos netos, enfim, razões que o façam querer melhorar a sua qualidade de vida, e não por razões fúteis como emagrecer porque as pessoas a sua volta estão dizendo que você está "gordinho (a)", ou perder peso rápido para entrar naquele vestido mágico para aquele tal casamento.

2 - Estabeleça metas


     A partir do momento que você deseja mudar pelos motivos certos, você deve estabelecer uma meta. Estabeleça metas mais atingíveis no início, por exemplo, "eu peso hoje 90 kg e quero perder 30 kg em 3 meses", ou seja, uma meta de 10 kg por mês! Isso é muito acima do recomendado. Estabeleça perder 2 kg, 3 kg, 4 kg por mês que aos poucos você chega lá. O meu maior medo quando vejo uma pessoa com esse pensamento é que ela vai recorrer a todo e qualquer tipo de método louco para perder peso e, consequentemente colocar sua vida em risco.

3 - Organize-se


    O terceiro passo que você deve dar é se OR-GA-NI-ZAR! Sim! Faça tabelas no computador ou cole na geladeira, estabeleça horários de alimentação, sono, exercícios físicos, trabalho, tempo no trânsito, tempo que leva o filho para escola, programe tudo! A organização é o princípio básico para ver quanto tempo sobra pra você se dedicar à sua saúde.

4 - Procure profissionais de saúde para ajudá-lo


     Como eu sempre falo nas minhas postagens, não faça NADA em relação à sua saúde sem antes buscar a opinião de um profissional qualificado. Antes de mexer na dieta trocando as refeições por shakes milagrosos, procure um nutricionista; antes de se matricular na academia, procure um cardiologista e um clínico geral; antes de levantar qualquer peso na academia, ou correr na praia fale com um professor de educação física. Ei! nós estudamos para isso, nós estudamos para melhorar a qualidade de vida de vocês!

5 - Elimine hábitos prejudiciais à saúde 


     Entenda que você deve abrir mão. Quando você decidir sua rotina, saiba que você DEVERÁ abrir mão de hábitos prejudiciais à sua saúde como: diminuir (ou eliminar) a ingestão de bebida alcoólica, tabagismo, ingestão de alimentos ricos em açúcar e gordura saturada, dormir e/ou acordar tarde demais.


6 - Corte alimentos prejudiciais à saúde


     Esse é um dos passos mais importantes. Você pode estar malhando pesado e se dedicando bastante na academia, mas se não cortar certos alimentos da sua dieta, você não terá bons resultados. Esteja ciente de alguns alimentos que estão nessa lista negra: refrigerantes, alimentos fritos, açúcar refinado, bolos, biscoitos recheados, carnes gordurosas etc.

7- Cozinhe (ou aprenda a cozinhar)


     Esse passo é realmente um desafio. Cozinhe sua própria comida! Se você não sabe cozinhar, aprenda! procure na internet receitas e teste-as em casa. Saber cozinhar é essencial para você sair do trivial e aprender novos pratos saudáveis e apetitosos. A frase "estou de dieta" remete uma ideia de sofrimento, de comida ruim, e, essa é a maior mentira do diabo! é possível sim fazer dieta se alimentado de pratos deliciosos.

8 - Resista à tentações 


     Você pode me dizer: Anmily, eu trabalho a maior parte do dia e faço todas as minhas refeições no trabalho ou na rua. Se você se encontra nesse grupo de pessoas (acredito que seja a maioria), uma boa opção para não cair em tentações é levar sua comida de casa. Compre uma bolsinha térmica, prepare suas refeições e caia no mundo, assim você evita cair nas armadilhas dos famosos fast foods da vida e quando você estiver devidamente educado, pode ir em restaurantes com os amigos fazendo boas escolhas. Se você só tem a opção de almoçar em restaurantes, eu vou te ensinar como montar uma boa refeição. Primeiro: seu prato deve estar bastante colorido, assim saberemos que tem uma boa diversidade de nutrientes essenciais para o seu organismo. Segundo divida seu prato exatamente como a configuração abaixo, mas 50% do seu prato deve ser composto de legumes e verduras, observe:


9 - Pratique exercícios físicos


    Não fuja da academia! Pratique exercícios físicos. Seja na academia, na praia, ou em qualquer outro lugar, a combinação de uma boa alimentação com a pratica de exercícios físicos é a maneira mais eficaz e saudável para a perda de peso.

10 - Não desista


     Bom o último passo e não menos importante é não desistir. Não é mentira que toda mudança causa estranhamento e a mudança de hábitos não é diferente (e acredito que seja a pior). É sofrido, muitas das vezes dolorido, mas a satisfação de voltar a fazer coisas que você já não fazia mais como usar aquela roupa que você já não usava, ou executar tarefas simples como amarrar o sapato não tem preço, por isso, se esforce e não desista, você vai chegar lá!


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Um beijo da nutri,

Até +

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Leite: Intolerância ou Alergia?

     Olá queridos tudo bem? vamos conversar um pouquinho? eu estava com muiiitas saudades, e por isso trouxe um assunto bastante interessante e que gera muitas dúvidas na cabeça de muita gente: intolerância à lactose ou alergia ao leite de vaca? te interessou então vem comigo!



     Bom, para iniciar vamos aprender um pouquinho sobre as diferenças entre a intolerância à lactose e a alergia à proteína do leite de vaca (APLV) para entender sobre a sintomatologia de cada uma e como tratá-las.

     A intolerância à lactose consiste na dificuldade do organismo em realizar a digestão da lactose (que é o açúcar do leite) em glicose + galactose para posterior absorção. Essa digestão ocorre com o auxílio de uma enzima específica chamada lactase, assim, pessoas que apresentam essa intolerância não produzem ou produzem pequenas quantidades a enzima lactase. Quando essa digestão não ocorre, a lactose chega intacta ao intestino grosso favorecendo sua fermentação por bactérias colônicas e uma maior retenção de líquidos, favorecendo o aparecimento de alguns sintomas que veremos melhor posteriormente.

    A intolerância a lactose é uma condição mais comum em adultos e idosos, podendo ser transitória e secundária à outras doenças intestinais como a diarreia crônica, doença celíaca, doença de Crohn ou síndrome do intestino irritável.

    Já a alergia à proteína do leite de vaca - APLV consiste na reação do sistema imunológico contra alguma proteína do leite de vaca como: a caseína, alfa-lactoalbumina, beta-lactoglobulina ocasionando diversos sintomas. A APLV é mais comum em crianças e bebês, portanto, mães que estão em fase de amamentação devem tomar cuidado com a sua dieta pois, essas proteínas podem ser transferidas pelo leite materno.


SINTOMAS E TRATAMENTO

    Os sintomas apresentados na intolerância à lactose são apenas de origem intestinal, os mais comuns são: distensão abdominal, cólicas, gases, diarreia, ardor anal e assaduras, imediatamente ou horas após o consumo de leite de vaca e seus derivados. O tratamento consiste na interrupção do consumo de produtos lácteos como: leite, manteiga, queijo, iogurte integral, creme de leite, sorvete, requeijão entre outros. Se a intolerância à lactose é decorrente de alguma outra doença de base, o tratamento desta doença já melhora a sintomatologia da intolerância à lactose.

     A sintomatologia da APLV é mais vasta, a mesma apresenta sintomas intestinais como: cólicas, gases, prisão de ventre, diarreia com ou sem muco e sangue, refluxos e inflamações intestinais; sintomas cutâneos como: urticária, inchaço nos lábios e olhos, e dermatite atópica moderada ou grave; e sintomas respiratórios como: rinite, asma e chiado no peito. Alguns casos podem agravar-se de tal maneira até chegar à reação anafilática e morte. Pacientes que possuem APLV podem apresentar também  baixo ganho de peso e deficiência no crescimento.

    Como os pacientes portadores de APLV são em geral crianças de até 3 anos, a intervenção nutricional e médica é de extrema importância para um crescimento adequado e saudável. Em fase de amamentação, a mãe deve isentar-se de alimentos derivados de leite de vaca, ovelha ou búfala (as características proteicas destes leites são bem parecidas com o leite de vaca), uma vez que as proteínas destes leites podem ser transferidas através do leite materno. Já a criança com alimentação complementar deve valer-se de uma alimentação equilibrada, isenta ou com baixa quantidade de proteínas de leite de vaca. No mercado podemos encontrar produtos que podem substituí-lo como os leites de arroz, gergelim e aveia que são boas fontes de cálcio. Além destes, o nutricionista deve manter-se atendo ao fornecimento de outros alimentos fontes de cálcio, fósforo, vitamina D e proteínas como: peixes, frango, leguminosas, ovo, espinafre, chia entre outros.


     Bom gente, esse foi um post bem resumido sobre as diferenças entre a intolerância à lactose e APLV, na medida em que forem surgindo outras dúvidas postem aqui nos comentários que eu responderei. O assunto é bastante complexo, então eu tentei explicar da melhor maneira possível para ajudá-los a entender melhor esse assunto. Espero ter ajudado vocês! Gostou? então curtam minha página no facebook, lá coloco mais dicas sobre alimentação, saúde e beleza. - https://www.facebook.com/nutricionistaanmilyamorim/?ref=bookmarks


Bjs no S2 e até +