terça-feira, 15 de março de 2016

Tipos de Sal: Qual a melhor escolha?




     Quem nunca ficou na dúvida de qual tipo de sal levar para casa? Com tantas notícias e propagandas incentivando a diminuição da ingestão de sal, qual a melhor opção de consumo? Atualmente encontramos em supermercados, lojas de produtos naturais várias opções de sal, e hoje vamos aprender as principais diferenças entre cada um deles.

     Antes de iniciarmos, é importante saber o por quê dessa preocupação. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação do  IBGE, o consumo médio de sal pelos brasileiros é de 11,38 g por dia o equivalente a 4,46 g de sódio.Esse valor é maior que o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde - OMS, que preconiza o consumo de 5 gramas de sal, equivalendo à ingestão 2 g de sódio por dia.

     Vale ressaltar que esse nível de consumo não é somente na forma de "sal de cozinha", e sim em todas as suas outras formas, como temperos e alimentos industrializados (lasanhas prontas, refrigerantes e sucos em pó,  biscoitos recheados, salgadinhos, embutidos, enlatados, azeitonas...) e todos os outros alimentos naturais que contém sódio.

    O risco compreendido no consumo excessivo de sal consiste no desenvolvimento e agravamento de várias doenças crônicas como: hipertensão, doenças cardiovasculares e doenças renais, porém o consumo regular de sódio é benéfico e recomendado para o bom funcionamento do corpo.

     Agora que fizemos o nosso dever de casa, vamos aos tipos de sal e suas características:


- Sal de cozinha: Essa é a forma de sal mais conhecida. O sal de cozinha é obtido através da evaporação da água do mar, porém este passa por um processo de refinação que favorece a perda da maior parte de seus minerais entre eles o iodo e magnésio. Além disso, o sal de cozinha passa também por outros processos químicos para que ele chegue à coloração que nós conhecemos.

- Sal marinho: É um pouco mais caro que o sal de cozinha, mas a sua origem é a mesma. A diferença entre os dois consiste na extração. O sal marinho é secado naturalmente da água do mar, e passa pelo processo de moagem apenas. Por não passar por refinamento, este não perde os seus minerais. Ele pode ser mais úmido e apresentar outras colorações mais escuras, rosadas, dependendo do local onde foi tirado. Para quem pensa que o sal marinho é algo difícil de ser encontrado, engana-se. O sal marinho é o mesmo sal que conhecemos como sal grosso, aquele que é utilizado para churrasco.

- Sal light: O sal light é assim chamado por conter uma redução de 50% do seu teor de sódio, porém, há uma substituição dos outros 50% por cloreto de potássio. É geralmente recomendado para pessoas hipertensas, porém, pacientes que tem algum tipo de doença renal crônica, o sal light não é recomendado pela dificuldade de excreção desse mineral.

- Sal líquido: É o sal diluído em água mineral. É iodado como preconizado pela Anvisa e tem sabor suave. Pode ser usado em todos os alimentos sem alterar suas características. É encontrado em supermercados em embalagens de 250 ml e seu preço é bem mais caro quando comparado com sua versão refinada de 1kg. (R$ 16,25 x R$ 2, 09).

- Sal defumado: Esta versão é uma das mais cobiçadas pelos chefs de cozinha. Do francês: fummé de sel,o sal defumado é colhido de uma camada fria que cobre a superfície das salinas e posteriormente é defumado com fumaça fria até que se obtenha o sabor desejado. Além de dar sabor à comida, este sal pode também ser utilizado de forma decorativa.

- Sal  rosa do Himalaia: É considerado como uma das versões mais puras de sal existente. É obtido através do mar fossilizado que existia aos pés da cordilheira do Himalaia e tem a coloração rosada devido à grande quantidade de óxido de ferro. O sal rosa do himalaia contém boa quantidade de minerais e pode ser usado na culinária de forma decorativa ou para realçar o sabor. 

- Sal gema: Extraídos de jazidas terrestres. Para receber esta denominação, a pedra precisa ter uma combinação de cloreto de potássio, cloreto de magnésio e cloreto de sódio. É utilizado na culinária em pratos refinados por ter um sabor marcante.

- Sal Kosher: Utilizado tradicionalmente na culinária kosher (Judaica), especialmente no preparo de carnes com a finalidade da remoção rápida de sangue. Este sal realça o sabor dos alimentos e não recebe iodo como o refinado. Demora mais tempo para dissolver.

- Sal do Havaí: Tem cor avermelhada devido à argila vermelha vulcânica. É rico em oligominerais e tem uma concentração de ferro 5x maior que a do sal de cozinha. Devido à sua coloração, também pode ser usado para fins decorativos.

- Sal negro: É um sal não refinado da Índia. Tem sabor sulfuroso por conter alto teor de enxofre. Tem coloração cinza rosada indicando origem vulcânica, além dos compostos sulfurosos o sal negro é rico em cloreto de sódio, cloreto de potássio e ferro.

- Flor de sal: Possui teor 10% maior de sódio que o sal refinado. Possui sabor mais intenso e textura crocante. É indicado para adição após a preparação do alimento.

Quantidade de sódio em 1 g de sal:

1 g de sal de cozinha = 400 mg de sódio
1 g de sal marinho = 420 mg
1 g de sal ligth = 197 mg de sódio
1 ml de sal líquido = 110 mg de sódio
1 g de sal defumado = 395 mg de sódio
1 g de sal do Himalaia = 230 mg de sódio
1 g de sal gema = 360 mg de sódio
1 g de sal kosher = 400 mg
1 g de sal do Havaí = 390 mg de sódio
1 g de sal negro = 380 mg de sódio
1 g de flor de sal = 450 mg de sódio

Ufa, quanto sal né? Alguns destes sais são mais "chiques" e o preço deles pode doer o bolso. O sal mais recomendado pela quantidade de minerais, pureza e preço acessível é o sal marinho. Então avalie, pondere, e converse com seu médico e nutricionista antes de escolher o sal adequado para você.

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Um beijo da nutri e até mais tarde!



sexta-feira, 11 de março de 2016

Receita da Semana: Iogurte natural caseiro



     Se tem um alimento que eu acho que não deve faltar aqui em casa é o iogurte. Contendo uma boa quantidade de proteína de alto valor biológico, carboidratos, vitaminas do complexo B, vitamina A, D, C e minerais importantes como cálcio, ferro, fósforo, magnésio e zinco, o iogurte é um ótimo aliado para a nossa saúde. 

     No mercado encontramos uma grande variedade de iogurtes que são muito bons, mas o ponto negativo que todos eles tem em comum é a industrialização, onde são acrescentados vários componentes químicos que podem a longo prazo prejudicar a sua saúde. Para fugir disso, trouxe hoje uma receita caseira de iogurte.


Ingredientes:

- 1L de leite integral;

- 1 copo de iogurte natural sem sabor.


Modo de preparo:

- Ferva o leite (mas não deixe-o borbulhar para não matar as bactérias responsáveis pela fermentação).

- Deixe-o esfriar até ficar morno.

- Adicione o iogurte natural com a ajuda de uma peneira e mexa-o até diluir todo iogurte.

- Acondicione em potes de vidro ou em uma travessa de vidro.

- Cubra o recipiente com panos de pratos limpos. Esse abafamento servirá como estufa para  a proliferação das bactérias. Deixe descansar por 6 horas em um local fechado (eu uso o forno desligado) e durante esse tempo não abra nem mexa o iogurte para não atrapalhar o processo.

-  Após esse tempo deixe o iogurte na geladeira por mais 4 horas para gelar e estará pronto o seu iogurte caseiro.

- Você pode separar 1 copo de 200 ml de iogurte e guardar por até 3 dias na geladeira para fazer mais iogurte sem precisar comprar no mercado. Legal né?


* Dica de consumo:

     O sabor do iogurte é um pouco amargo e ácido, então, lembre-se de não colocar açúcar refinado no seu iogurte. Você pode optar por colocar mel ou adoçante.

    Para ficar mais gostoso e nutritivo, corte alguma fruta de sua preferencia em pedaços ou bata no liquidificador junto com seu iogurte, tenho certeza que vai ficar uma delícia.

     Você pode adicionar chia, linhaça, aveia para aumentar o aporte de fibras da refeição.


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Beijos da nutri e até +